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Carta ao Leitor.

Onde a ciência encontra a arte de empreender.

Este conteúdo é o resultado de mais de uma década de pesquisa aplicada e experimentação prática.

 

Ele nasceu de um incômodo: a ideia comum de que empreender é apenas uma "arte". Embora haja um componente criativo importante, sempre me pareceu absurdo ignorar a existência de boas práticas replicáveis.

Após coordenar centros de pesquisa, cursar mestrado e doutorado na área, fundar três empresas, investir em quatro startups e acompanhar a evolução de mais de 500 negócios, compartilho aqui um guia estruturado para quem busca clareza na criação de novas empresas.

Minha crença no método científico vem da minha infância. Aos 8 anos eu decidi que queria ser astrofísico; após algumas medalhas em olimpíadas de astronomia, aprendi cedo que a ciência é uma forma de enxergar o mundo: entender para replicar. Embora o empreendedorismo seja uma ciência social aplicada, e não exata, ignorar o aprendizado de quem já trilhou o caminho é um desperdício de recursos.

Minha jornada acadêmica reflete essa busca. Comecei na Física (Unicamp), onde aprendi a indissociabilidade entre teoria e prática, e migrei para a Economia (USP) para investigar modelos de gestão para pequenas empresas. Percebi, então, uma lacuna: a literatura era robusta para empresas consolidadas, mas escassa sobre como "começar do zero".

Para decifrar esse início, dediquei anos ao estudo e à atuação no ecossistema empreendedor:

  • Pesquisa e Aceleração: No mestrado pela FGV-EAESP, estudei de perto a aceleradora Darwin. Como diretor da FGV Ventures, liderei sete turmas de startups que captaram mais de R$ 25 milhões na época.

  • Prática de Mercado: Fundei algumas empresas, sendo a última a Cápsula One para operar junto a startups no desenvolvimento de MVPs. Colaborei com inovação corporativa em gigantes como Itaú, Ambev e Microsoft. Criei áreas de relacionamento com startups em consultorias como a YouCare. E fui Diretor de Novos Negócios da gestora de crédito SRM. 

  • Investimento: Para entender o amadurecimento pós-aporte, investi em quatro startups (Baduk, Fluke, Umatch e Zyla) e integrei comitês de seleção e conselhos de grupos de investimento como FEA Angels e Insper Angels.

  • Impacto no Ecossistema: No Insper, coordenei o Hub de Inovação e Empreendedorismo por quatro anos, onde mentorei diretamente mais de 150 startups. Vi de perto o sucesso de empresas que, juntas, captando mais de bilhões de reais, cujos fundadores ajudaram a maturar as práticas que apresento aqui.

Recentemente, busquei validar essa lógica nos maiores ecossistemas do mundo. Assisti aulas em Harvard, Stanford e Berkeley, participei de imersões em Israel e Vale do Silício, estudei na Finlândia e visitei Estônia, Inglaterra e Dinamarca, além de apresentar estudos na China, refinando assim esse processo com o que há de mais avançado no cenário global.

Hoje, enquanto sigo com o doutorado na FEA-USP e professor no Insper, entrego a você este conteúdo. O que você verá aqui não é uma opinião isolada, mas uma síntese do que observei ao longo dos últimos anos funcionando na prática e corroborado pela produção científica.

Espero que este processo ajude você a criar novos negócios com mais fundamento e menos incerteza.

Construído a várias mãos.

É evidente que um projeto dessa natureza não poderia ser construído de forma individual. Muitas pessoas contribuíram ao longo do tempo para que chegássemos a essa visão sobre o processo empreendedor.

Agradeço aos meus sócios na extinta Cápsula One, Gabriel Abrahão e Filipi Tieppo, que colocaram a mão na massa durante esses anos para construir essa lógica de processo empreendedor. Juntos, tivemos a oportunidade de testá-la não apenas em nossa própria empresa, mas também na FGV Ventures e no Hub de Inovação e Empreendedorismo do Insper. Vocês são tão responsáveis por esse conteúdo quanto eu. 

Agradeço também a Gustavo Zerbetti e Dante Lopes, que iniciaram comigo as discussões sobre melhores práticas enquanto trabalhávamos na Empreendi na Rede, há mais de uma década. E, claro, à Silvia Dallavalle, cujos ensinamentos e reflexões foram essenciais para a construção de uma lógica processual aplicada ao empreendedorismo. 

Mais recentemente, João Henrique Santos e Gabriela Ortigossa foram fundamentais para me ajudar a refinar pontos essenciais e evoluir essa lógica de forma consistente.

Além disso, sou profundamente grato às inúmeras pessoas que, ao longo dos anos, compartilharam suas experiências, reflexões e opiniões. Em ordem cronológica, embora não de forma exaustiva, agradeço a: Gilberto Sarfati, Rafael Matioli, André Abreu, Ana Teresa Saad, Tales Andreassi, Fernanda Arreola, Gabriel Gil, Marina Klink, Marcus Salusse, Felipe Tokarski, Anna Aranha, Nathan Yoles, Lucas Abreu, João Sales, André Szapiro, Thiago Ávila, Alex Apter, Rafael Oshiro, Guilherme Kodja, Gianluca Xande, Sabrina Polak, Mariana Michalichen, Sophia Odalia, Laís Trajano, Cyntia Calixto, Laura Abrahão, Leandro Lima, Bruna Amorim, Cauê Padula, Caio Scofano, Arthur Kerber, Pietro Pisteco, Thamara Martins, Ana Carolina Calçado, Andresa Bicudo, Juliano Marchesini, Felipe Ruiz, Matheus Marotzke, Paula Mendes, Matheus Schettini, Nassim Ghosn, Khalil Yassine, Marcelo Mazzotti, Flavia Piazza, João Bruno, Denis Ramon Peixoto, Guilherme Sola, João Fernando Mazzoni, entre muitos outros.

A todos e todas que se aventurarem neste ecossistema empreendedor, desejo uma excelente jornada!​

 

Thomaz Martins de Aquino

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